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“E LA NAVE VÁ”: FELLINI, PANDEMIA E A VIDA NUA

“E LA NAVE VÁ”: FELLINI, PANDEMIA E A VIDA NUA

By admin in Novidades on maio 26, 2020

Texto de Isabel Carvalho

Resumo

Este artigo analisa alguns dos efeitos da pandemia do novo Corona Virus para as sociedades capitalistas, tanto do ponto de vista das suas consequências para vida coletiva quanto para a experiências das pessoas. Toma como analogia o último filme de Fellini “E la Nave Vá”, onde um cruzeiro luxuoso é surpreendido durante seu trajeto pelo início da Primeira Guerra Mundial. O artigo dialoga com publicações recentes sobre a pandemia, nas ciências sociais. Desenvolve como argumento central que a epidemia nos confronta com o que Agamben chamou de vida nua: a irrupção da vida biológica, de uma conexão natural desconhecida, que excede todos os cálculos da vida política e se impõem, num tempo curto, como uma fatalidade intransponível. É neste ambiente que somos confrontados diuturnamente com a vida nua, a fragilidade das pessoas e a precariedade da sociedade. A queda dos ativos financeiros e a alta do dólar. A desaceleração da economia caminha lado a lado com as medidas de isolamento social e as projeções de colapso dos serviços de saúde, falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais da saúde e respiradores para os doentes. As medidas de contenção envolvem higiene e distanciamento social. Estradas barradas, cidades fechadas, voos cancelados, comércio suspenso, trabalho em casa e desemprego. Muito da vida pública foi transferida para dentro dos apartamentos. As janelas se transformam em espaços de sociabilidade, palco das manifestações políticas contra o governo e dos aplausos para os profissionais da saúde. O texto interroga sobre que efeitos podemos esperar após a epidemia. Haverá um futuro? Para quem e em que condições? O que se passará em sociedades tão desiguais como o Brasil? Haverá algum aprendizado social proveniente deste período de isolamento, mortes, lutos e medos? O que a vida nua, deste tempo de catástrofe, evocará como respostas?

Texto completo

Anunciada pelos cientistas, antecipada pelo cinema mas ignorada como realidade provável pela maioria dos governos e populações, a pandemia chegou, tornando-se um acontecimento de difícil contestação. Um de seus principais impactos foi abrir um intervalo incomum no tempo ordinário, e lançar, através de uma fenda abrupta, enormes contingentes populacionais numa grande pausa. É como se, de um instante a outro, passássemos a viver numa espécie de lado avesso do mundo, onde os sinais se invertem. O afastamento passou a ser a medida de segurança, o próximo, mesmo íntimo, deve permanecer distante.  O espaço virtual se apresentou como um dos poucos refúgios seguros. O próprio corpo se tornou fonte e objeto de contaminação. Gestos espontâneos de auto contato têm que ser reprogramados. Os espaços públicos se transformaram em zonas de alto risco e o confinamento, obrigatório. As análises políticas e os pronunciamentos à nação deram voz à epidemiologistas, infectologistas, biólogos e matemáticos. Num mundo de grande mobilidade, deslocamentos foram impedidos e muitos ficaram onde estavam. Para diminuir a velocidade do contágio a Terra parou.

Um dos emblemas do início da pandemia foram os navios cruzeiros que, como no último filme de  Feliini, E la Nave Vá[1], se converteram de um dia para outro, de atividade de luxo de uma elite a quem tudo é permitido[2], em embarcações apátridas, vagando em quarentena, impedidas de aportar, enclausurados com seus doentes. Embora o filósofo italiano Giorgio Agamben (2020a e 2020b.), em dois artigos recentes sobre a epidemia na Itália, tenha preferido destacar os aspectos negativos do estado de exceção que permitiu ao governo o controle exacerbado dos corpos e comportamentos dos indivíduos, eu tomaria o conceito de vida nua, proposto em seu ensaio sobre o Homo Sacer (2007), para entender os efeitos, não apenas de exceção mas, sobretudo, excessivos do que estamos vivendo. A pandemia nos confronta com a vida nua: a irrupção da vida biológica, de uma natureza desconhecida e imprevisível que excede todos os cálculos da vida política e se impõe, num tempo curto, como uma fatalidade intransponível. Vivemos a primeira pandemia do século XXI. Uma onda de contágio espalha infecção e produz mortes em progressão geométrica. O vírus é invisível a olho nu e seus propagadores somos cada um de nós, agora convertidos em uma ameaça em potencial para nós mesmos e para todos os outros. Este agente atende pelo nome científico de Covid19.

É neste ambiente que somos confrontados diuturnamente com a vida nua. A fragilidade das pessoas e a precariedade da sociedade. A queda dos ativos financeiros. As reservas do combustível fóssil, que move as economias industrializadas, se acumulam para além da capacidade de estocagem dos países produtores. A desaceleração da economia caminha lado a lado com as medidas de isolamento social. Cresce o colapso dos serviços de saúde, a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais da saúde e respiradores para os doentes. As medidas de contenção envolvem higiene e distanciamento social. Estradas barradas, cidades fechadas, voos cancelados, comércio suspenso, as indústrias de serviços como o turismo e a cultura paralisadas, trabalho em casa, rápido declínio no uso do papel moeda e intensificação de uma economia digital, aceleração do desemprego e da precarização. Muito da vida pública foi transferida para dentro dos apartamentos. As janelas se transformam em espaços de sociabilidade, palco das manifestações políticas contra o governo e dos aplausos para os profissionais da saúde. O evento da Pandemia já foi chamado de um acelerador de futuros (MELO, 2020), tornando realidades, tendências que já estavam latentes. A questão é saber que futuros são estes e quem está incluídos neles.

São Paulo, por exemplo, mostra a sua cara: segregada. Dividida entre uma cidade dos que tem casas e janelas e outra que vive na rua. São Paulo contou a população de rua em 24.344 pessoas, no Censo da População em Situação de Rua, realizado pela Prefeitura Municipal no final de 2019. Uma população que, apesar de sua presença constante em todos os espaços da cidade, é solenemente invizibilizada. Existem, ainda, muitas outras cidades dentro da metrópole paulistana. As periferias e as favelas, por exemplo, onde o isolamento social e os cuidados de higiene têm que ser traduzidos para uma realidade sem saneamento básico, de baixa renda, e de grande aglomeração de pessoas que compartilham espaços precários e muito pequenos. A mesma população de baixa renda é a mais exposta ao vírus. É esta que continua se deslocando todos os dias, para manter seus empregos nos serviços essenciais que continuam funcionando como supermercados, farmácias, hospitais e limpeza urbana. Como sabemos desde os estudos de justiça ambiental, os riscos ambientais não se distribuem igualmente numa sociedade desigual, recaindo sobre os mais pobres, realidade que a Pandemia apenas reitera.

Parece que chegamos, pelas mãos de um vírus, ao cenário mais próximo do que há tempos vem sendo anunciado pelos cientistas sociais como a grande crise do capitalismo. Uma crise econômica e ecológica que evidencia uma profunda inflexão das nossas relações com o ambiente face à vulnerabilidade humana diante deste “nano” inimigo. Sua expansão parece ter tido origem num salto de sua origem em animais exóticos, onde é endêmico, para as biotas de hospedeiros humanos, seu território de conquista. O vírus é formado por uma estrutura simples e primitiva, constituída de um único filamento de RNA (ácido ribonucleico), envolvido por uma fina membrana esférica de gordura e proteína, ao ar livre, desidrata, seca e morre. No entanto, seu poder de disseminação e destruição nos organismos humanos, transforma este mínimo ente biológico no principal fator de colapso social do século XXI, só comparável a Primeira Grande Guerra Mundial, a Gripe Espanhola que a sucedeu e a grande depressão dos anos 30 do século XX. Como sugeriu Lilia Schwarcz (2020), a Pandemia pode ser o evento que, para além da cronologia, marca a experiência transição do século XX, um período de apostas nas tecnologias, para o XXI, nos remetendo às incertezas e aos limites dos nossos recursos técnicos e sociais.

Um momento doloroso para viver e raro para pensar. Afinal, como aconselhou o Papa Francisco (2020), não devemos desperdiçar estes dias difíceis.  A grande pausa freou abruptamente o imperativo da rapidez, virtude máxima da produtividade. No rastro desta aterrissagem forçada e turbulenta do nosso modo de vida, emergem, desconcertantes, alguns indícios daquele outro mundo possível que reivindicavam os Fóruns Sociais Mundiais, na virada do milênio. No entanto, neste caso, não se trata da utopia sendo realizada, mas de uma distopia que deixa todas as nossas expectativas em suspensão.

Com o avanço do contágio, os países afetados, cada um a seu tempo, foi parando. As imagens das metrópoles com suas ruas e pontos turísticos completamente vazios, se tornou recorrente. Também se fez notar a melhoria na qualidade do ar, em virtude da drástica redução das emissões de carbono na atmosfera. Os céus de Beijing, Nova Déli, Cidade do México, São Paulo, nunca estiveram tão limpos. Os canais de Veneza, sem o movimento turístico, exibem águas mais límpidas e calmas. A Bahia da Guanabara voltou a ser vista com águas calmas e, aparentemente, mais limpas. Os observatórios astronômicos mediram a diminuição do ruído da crosta terrestre, causado pelas movimentações humanas. Os astrônomos, agora, podem ouvir melhor a voz da Terra e acompanhar seus movimentos através dos ruídos sísmicos.

O centro de São Paulo silenciou e o viaduto Santa Efigênia foi fotografado, absolutamente vazio. Eu ouço da janela, pela primeira vez, os sinos da Igreja do bairro e o violino que a vizinha do prédio da frente, musicista da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – OSESP, ensaia todas as tardes. Estas cenas emitem, ao mesmo tempo, sinais reconfortantes e estranhamente ameaçadores. A realidade não é mais a mesma e produz mensagens de duplo vínculo, desconcertando-nos.

Governos, porta-vozes de políticas neoliberais, devem prover saúde e renda para os mais vulneráveis. Depois de pelo menos quatro décadas de neoliberalismo e desinvestimento em sistemas de saúde e seguridade social, o mundo dos negócios clama pela intervenção do Estado. Fala-se em um novo Plano Marshall, renda mínima, solidariedade, políticas distributivas. Neste contexto, muito do que estava abaixo da linha d’água, latente, emerge. Redes de apoio mútuo, atendimento psicológico gratuito para profissionais do Sistema Único de Saúde – SUS, produção solidária, trocas não mercantis, movimentos por códigos abertos, militantes do acesso livre estão trabalhando no sequenciamento genético do vírus e produção de máscaras 3D. Muitas trilhas de compartilhamentos e cooperação têm sido abertas. Pesquisas científicas nunca foram tantas e tão rápidas sobre os múltiplos aspectos do novo vírus.

Por outro lado, analistas mais céticos advertem que não nos iludamos. Para José Luis Fiori (2020), por exemplo, o prognóstico para o Brasil era ruim e só vai piorar, e menciona a guerra por insumos, remédios e EPIs, reiterando a lógica egoísta de sempre. De fato, vimos nos noticiários das últimas semanas como os EUA agiram como piratas globais interceptando inúmeros carregamentos destes produtos, agora preciosos, desviando-os para os EUA, e deixando países como a Alemanha e o Brasil, sem as suas encomendas já realizadas destes bens.

Este raro momento, me faz pensar em Richard Sennett. Depois de ter escrito sobre os impactos sociais e emocionais dos processos de flexibilização do trabalho e precarização dos vínculos no novo capitalismo, ele concluiu que: “a ideia de encontrar uma alternativa não é um projeto utópico, mas algo que precisamos fazer porque esse sistema não funciona” (SENNET, 2012a)[3]. O Covid19, por onde passa, vai expondo, dolorosamente, esta desfuncionalidade do capitalismo, baseado na abstração do mundo financeiro, sem gente dentro, e na insustentabilidade nacional em setores como a produção de medicamentos, a pesquisa em ciência básica, e os serviços públicos de saúde. Todos os dias, como um pesadelo recorrente, contabiliza-se os infectados e os mortos. Os corpos são enterrados sem despedidas, em cerimônias fúnebres de uma hora, com um mínimo de familiares. Filmadas por drones, vemos as enormes valas comuns abertas no Bronx, na periferia de Nova Iorque, recebendo caixas de papelão com as vítimas da Pandemia, que se empilham, manejadas por guindastes. Forças-tarefa com roupas de astronautas e rostos cobertos trabalham para abertura de covas nos cemitérios de São Paulo. Cadáveres que excederam a capacidade do serviço mortuário são deixados na rua, em Guaiaquil, no Equador. A morte na pandemia não é uma morte bela, uma morte heroica, ou uma morte boa, entre os seus. É uma morte pária, sem contorno, tanto para os que se vão quanto para os que ficam[4]. A vida nua, sem retoques, desfigura a realidade e nos lança no deserto do real. Tempos de catástrofes, como nomeou Isabelle Stengers (2015). Tempos de uma nova classe de medo global, como analisou Gustavo Lins Ribeiro, sobre a epidemia:

 

Um temor totalizante, sentido por todos os habitantes de um coletivo, na expectativa de uma enorme quantidade de mortes que potencialmente ou de fato atingirá a todos e acabará o mundo conforme foi conhecido até um determinado momento (…) envolvendo a sensação de fim de mundo, um verdadeiro fato social total, como diria Marcel Mauss, que condensa respostas fisiológicas, biológicas, psicológicas, culturais, políticas, econômicas, sociais e científicas (RIBEIRO, 2020, p. 1).

 

As ilusões de proteção e “imunidade”, que mantinham o sentimento de normalidade cotidiana, vão se tornando cada vez mais difíceis de sustentar. A bolha burguesa e suas apostas na ideologia do aprimoramento individual, da vida saudável, dos cuidados em saúde e autoproteção, está por um fio, cada vez mais fina e esgarçada diante da pandemia, como alertou Fabíola Rhoden (2020).

Parodiando Fellini, nos perguntamos: para onde “la nave vá?”. Que rumos nossa inconsequente embarcação tomará, depois de ter sido atingida pela catástrofe pandêmica?  haverá um futuro? Para quem e em que condições? Como será o novo normal instaurado por um capitalismo de controle e vigilância exacerbados? O que se passará em sociedades tão desiguais como o Brasil? Haverá algum aprendizado social proveniente deste período de isolamento, mortes, lutos e medos? Qual o legado que estes dias difíceis trarão para o cenário de polarização, segregação e exclusão anterior à Pandemia? A recessão econômica, ao que tudo indica, se aprofundará. Já se fala em uma década perdida. O que a vida nua, que irrompeu neste tempo de catástrofe, evocará como respostas? Que marcas e cicatrizes restarão destes tempos? Ou enterraremos estas memórias em rápidas cerimônias, sem ritos e sem luto?

 

[1] Último filme de Frederico Fellini (1983), “E la nave vá”, se passa em 1914. Um Cruzeiro (Glória N.) leva uma exótica elite artística europeia em direção à ilha Erimo, para jogar ao mar as cinzas de uma famosa cantora de ópera, Edmea Tetua. Personagem provavelmente inspirada em Maria Callas, falecida em 1977, cujas cinzas foram espalhadas no mar Egeu. Entre os passageiros desfilam matronas, cantores, palhaços, bufões, artistas de circo, um rinocenonte, e um jornalista, que deve registrar a viagem. Esta espécie de versão felliniana da nau dos loucos segue sua viagem até que o início da Primeira Guerra muda o curso da viagem.  O navio é interceptado por náufragos sérvios que invadem o Cruzeiro, como um tsunami de realidade pobre e miserável submergindo o mundo luxuoso, exótico e delirante de Glória N.

[2] ZIZEK (2020), referindo-se aos cruzeiros e sua ostentação os considerou uma imagem obscena.

[3] Richard Sennett, após mencionar que tinha concluído um ciclo de produções que denunciaram as falhas estruturais do capitalismo, empreendeu, durante as primeiras décadas dos anos 2000, um novo projeto. Desta vez, buscando um tom propositivo, produziu uma trilogia denominada “Homo Faber”. Nestes livros ele se dedicou a pensar as habilidades que precisamos para seguir vivendo Juntos. Esta trilogia teve como seu primeiro livro “O artíficie” (2008), o segundo chamou-se “Juntos: os rituais, os prazeres e a política da cooperação” ( 2012) e o terceiro, “Construir e Habitar (2018).

[4] Sobre ao estatuto da morte na pandemia ver o excelente artigo de Carmen Rial (2020), no Boletim de Ciências Sociais.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 

AGAMBEN. Giorgio. In: AGANBEN, Giorgio; ET ALII. A sopa de Wuhan. 1a. ed. Editorial: ASPO (Aislamiento Social Preventivo y Obligatorio), 2020a.  P 17-20.

AGAMBEN, Giorgio. In: AGANBEN, Giorgio; ET ALII. A sopa de Wuhan. 1a. ed. Editorial: ASPO (Aislamiento Social Preventivo y Obligatorio), 2020b. P 31-34

AGAMBEN, Giorgio; BURIGO, Henrique. Homo Sacer, o poder soberano e a vida nua I. 2ª. ed. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2007.

BERGÓLIO, Francisco. Não desperdice estes dias difíceis. Entrevista concedida à Paolo Rodari, Jornal La Repubblica, 18/03/2020. Tradução disponível em : http://www.ihu.unisinos.br/597240-o-papa-nao-desperdicem-esses-dias-dificeis

FIORI, Jose Luis. Entrevista concedida à Elenora Lucena e Rodolfo Lucena.

Revista Tutameia, 10/04/2020. Disponível em https://tutameia.jor.br/prognostico-e-ruim-e-vai-piorar-diz-fiori/, acessado em 11/04/2020

ZIZEK, Slavoj. in: AGANBEN, Giorgio; ET ALII. A sopa de Wuhan. 1a. ed. Editorial: ASPO (Aislamiento Social Preventivo y Obligatorio), 2020. P 21-28.

STENGERS, Isabelle. No tempo das catástrofes – resistir à barbárie que se aproxima. São Paulo (SP): Cosac & Naify, 2015.

LINS RIBEIRO, Gustavo. Medo Global. Boletim Ciências Sociais: Cientistas Sociais e o Coronavírus. Boletim Especial n. 5, ANPOCS, 26/03/2020. Disponível em

http://www.anpocs.com/index.php/ciencias-sociais/destaques/2311-boletim-n-3-as-ciencias-sociais-e-a-saude-coletiva-frente-a-atual-epidemia-de-ignorancia-irresponsabilidade-e-ma-fe-3?idU=1&acm=_268 . Acessado em 12/04/2020.

RIAL, Carmen. Mortes Belas, Mortes Boas, Mortes Malignas e a Covid-19. Boletim de Ciências Sociais: Cientistas Sociais e o Coronavírus. Boletim Especial n. 20, ANPOCS, 14/04/2020. Acessível em: http://www.anpocs.com/index.php/ciencias-sociais/destaques/2333-boletim-n-20-mortes-belas-mortes-boas-mortes-malignas-e-a-covid-19. Acessado em 14/04/2020.

ROHDEN, Fabíola. As promessas de aprimoramento e o retorno à fatalidade. Boletim de Ciências Sociais: Cientistas Sociais e o Coronavírus. Boletim Especial n. n. 16, ANPOCS, 08/04/2020. Disponível em: http://www.anpocs.com/index.php/ciencias-sociais/destaques/2328-boletim-n-16-as-promessas-de-aprimoramento-e-o-retorno-a-fatalidade?idU=1&acm=_268. Acessado em 10/04/2020.

SCHWARCZ, Lilia. Entrevista concedida à Camila Brandalise e Andressa Rovani. 100 dias que mudaram o mundo. UOL Universa. 9/04/2020. Disponível em: https://www.uol.com.br/universa/reportagens-especiais/coronavirus-100-dias-que-mudaram-o-mundo/#tematico-7 Acessado em 20/04/2020.

SENNETT, Richard. O artífice. Rio de Janeiro: Record, 2009.

SENNETT, Richard; Juntos: os rituais, os prazeres e a política da cooperação. Rio de Janeiro: Record, 2012.

SENNETT, Richard. Construir e Habitar: ética para uma cidade aberta. Rio de Janeiro: Record, 2018.

SENNETT, Richard. Juntos agora. Entrevista concedida à Giovanna Bartucci. Jornal Valor, seção Cultura & Estilo, Rio de Janeiro. 24/08/2012b. Disponível em: http://www.valor.com.br/cultura/2801450/juntos-agora. Acessado em 12/04/2020.

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Artigo original em: Castro, Daniel; Dal Seno, Danilo; Pochmann, Marcio (Organizadores). Capitalismo e a Covid-19. Um debate urgente. São Paulo, 2020.

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