Categoria: Eventos

Chamada aberta para o evento “Contemporary Spiritualities, a New Soft Power?”

Chamada aberta para o evento “Contemporary Spiritualities, a New Soft Power?”

By admin in Eventos on maio 18, 2021

Como divulgado há algumas semanas, a International Society for the Sociology of Religion financiará a organização de um evento e criação de uma rede de pesquisadores interessados no tema da espiritualidade. O evento ganhou site próprio, onde é possível conferir o projeto, suas diretrizes e mais informações sobre o evento e seus organizadores.
Também há detalhes sobre a chamada para submissões, que está aberta até 04/06. Destaca-se que haverá apoio financeiro aos participantes do evento, especialmente aos jovens pesquisadores.
Algumas considerações da I Reunião Latino-Americana de Estudos da Espiritualidade

Algumas considerações da I Reunião Latino-Americana de Estudos da Espiritualidade

By admin in Eventos, Publicações on maio 11, 2021

Por Florencia Chapini

Nos dias 28 e 29 de abril ocorreu a I Reunião Latino-Americana de Estudos da Espiritualidade em formato virtual, organizada por nosso grupo de pesquisa. O encontro recebeu mais de 200 inscrições e congregou estudantes e pesquisadores de diferentes lugares da América Latina interessados no tema da espiritualidade. O objetivo da reunião foi fazer uma rede de pesquisadores que estivessem investigando sobre o tema da espiritualidade e conhecer os campos de pesquisa que essa palavra tem mobilizado na América Latina. 

Inicialmente pensamos em três eixos que articulam as pesquisas: “Espiritualidade e política”, “Práticas orientalizantes” e “Terapias alternativas”, deixando em aberto a possibilidade de que apareçam “outros”. Nesses “outros”, as e os participantes mostraram muitos caminhos que a espiritualidade vem trilhando, ficando evidente que ela também está atravessada nas pesquisas por temas como saúde, ciência, arte, dissidências sexuais, gênero, colonialidade, feminismo, teologia, teologia negra, intolerância religiosa, território, entre outras.

O encontro virtual reuniu pessoas de diferentes partes do Brasil, do Uruguai, da Argentina, de Cuba, da Itália e de Portugal. Vale a pena destacar, também, que as e os participantes eram de distintas áreas de formação como ciências sociais, antropologia, medicina, psicologia, farmácia, terapias alternativas, teologia, ciências da religião e pedagogia. Participaram inclusive pessoas que não necessariamente pesquisam o tema, mas que são praticantes ou se reconhecem como espiritualizadas, ou mesmo, pertencentes a diferentes religiões.  

A reunião foi dividida em um total de 13 grupos, a dinâmica proposta para o funcionamento se baseou mais em uma conversa relaxada e desestruturada que permitiu trocar perspectivas, contatos e trabalhos deixando de lado as formas clássicas de exposição acadêmica, o que permitiu enriquecer a conversa e, consequentemente, as perspectivas.  

Como foi mencionado, um desafio e uma riqueza que caracterizou a reunião foi o diálogo de diferentes áreas. Assim, a espiritualidade apareceu como uma dimensão positiva da saúde, como uma dimensão de ajuda para passar por situações de sofrimento, como práxis, como disputa narrativa de identidades indígena ou negra, como um diagnóstico psiquiátrico, como uma definição, como categoria, como uma experiência transcendente, como experiência sagrada e corporificada, como uma forma de cuidado, como religiões (católica, espírita, afro-brasileiras, evangélica, entre outras), como muitas outras formas.  

Pareceria que, cada vez mais, a espiritualidade na América Latina tem se convertido não numa realidade, senão em realidades múltiplas. Na linha de Annemarie Mol (2007), podemos ver que, frente à chamada para uma reunião de “estudos de espiritualidade”, apareceram diferentes versões de espiritualidade que entraram em diálogo. Ao invés de dar uma resposta pronta para a  pergunta o que é a espiritualidade, a reunião evidenciou diferentes performances de espiritualidade. Não se trata de, simplesmente, diferentes perspectivas sobre o que é a espiritualidade, senão de diferentes versões da espiritualidade, que produzem diferentes realidades.

A modo de exemplo, vou trazer a intersecção entre espiritualidade e saúde, que é o tema sobre o qual o grupo de pesquisa têm se debruçado nos últimos anos. A espiritualidade foi adicionada na definição de saúde humana da OMS, no ano de 1984, como uma de suas dimensões (TONIOL, 2017); por outro lado, pesquisadores médicos vêm criando metodologias que procuram comprovar que espiritualidade faz bem para a saúde (TONIOL, 2019), incentivando assim, a abordagem desta dimensão na prática clínica como, por exemplo, fazendo anamnese espiritual com o paciente; isto em consequência, demanda a formação de profissionais da saúde que consigam abordá-la. Nesse caso, essas realidades trazem consigo modos e modulações de outros objetos: atas da OMS que recomendam políticas públicas, artigos científicos que comprovam a espiritualidade via números e gráficos, ligas acadêmicas e disciplinas na formação de profissionais de saúde, a crença ou percepção da espiritualidade que o paciente responde na anamnese espiritual; e antropólogas e antropólogos etnografando esses processos seguindo a espiritualidade como categoria, como é o projeto do NUES.  

Apostamos que esse tipo de encontros, que nos deslocam das nossas áreas de formação e promovem interdisciplinaridade, são muito produtivos. Sobretudo para pensar a espiritualidade, realidade(s) que cada vez mais interfere(m) nas nossas vidas cotidianas.

***

Agradeço à Luciana Álvarez pela leitura, diálogo e revisão do texto.

Referências:

MOL, Annemarie. 2007. Política ontológica. Algumas ideias e várias perguntas. Em: NUNES, J. e ROQUE, R. (Org.). Objectos impuros: experiências em estudos sociais da ciência. pp.63-75. Porto: Afrontamento.

TONIOL, Rodrigo (2017) Atas do espírito: a Organização Mundial da Saúde e suas formas de instituir a espiritualidade. Em: Anuário Antropológico, Brasília, UnB, 2017, v. 42, n. 2: 267-299

TONIOL, Rodrigo (2019) O que há para ser visto. Instrumentos, metodologias e dispositivos de produção da espiritualidade como fator de saúde. Em: Sociedad y Religión, Vol. 29 N° 52.

 

 

Espiritualidades contemporâneas, um novo soft power? Ativismo espiritual, crise e a demanda por mudança social

By admin in Eventos on abril 27, 2021

Foi aprovado o projeto para realização de um workshop internacional sobre espiritualidade e política. Intitulado “Contemporary Spiritualities, a New Soft Power? Spiritual Activism, Crisis and the Demand Over Societal Change”, o evento é pensado e organizado por Alexandre Grandjean (Universidade de Lausanne), Christophe Monnot (Universidade de Estrasburgo), Géraldine Mossière (Universidade de Montreal), Rodrigo Toniol (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Abaixo reproduzimos o resumo do projeto traduzido:

  1. INTRODUÇÃO 

Ao longo do século 20, as paisagens sócio-religiosas globais passaram por transformações importantes e reconfigurações. Não só a religião foi transformada, mas a espiritualidade assumiu uma nova importância no discurso secular, bem como nas principais tradições religiosas (Ammerman 2013). Acima de tudo, essas novas expressões religiosas muitas vezes se cruzam com preocupações contemporâneas, como o ambientalismo e o perigo climático (ver Bloch 1998, Ivakhiv 2012), emancipação de gênero e difusão de novos papeis de gênero (ver Mahmood 2005, Fedele & Knibbe 2013), mobilidades transnacionais (ver Csordas 2009), questões de saúde global e alternativa (Ver Csordas 2002; Koch & Binder 2013), direitos dos nativos (Ver Johnson & Kraft 2018), nacionalismo (Ver Veer 2009; 2013), etc. Destas numerosas observações, uma série de emaranhados não-exaustivos emergem levantando novas questões: Será que os movimentos contemporâneos de espiritualidade, sob o pretexto de religiosidade individualizada e mais distanciada, também têm implicações políticas? Até que ponto essas transformações religiosas têm demandas públicas e políticas? Como isso foi afetado pela recente crise do covid-19? Como podem essas mudanças gerais – incluindo expressões religiosas, organizações e redes – afetar nossas abordagens teóricas à noção de espiritualidade em si? Como costumam aparecer como fenômenos globais, as especificidades locais são frequentemente negligenciadas. Clot-Garrel & Griera começaram recentemente a fazer este conjunto de questões na Catalunha (2019). No entanto, seus resultados até agora não foram colocados em perspectiva, nem – até onde sabemos – qualquer workshop ou publicação tentou conectar essas múltiplas percepções.

A organização de um Workshop SISR-ISSR sobre este tema permitirá a consolidação de uma forte rede de pesquisa intercontinental de pesquisadores que estudam empiricamente, bem como a confrontação das atuais teorias, sobre movimentos contemporâneos da espiritualidade. Jovens pesquisadores investigando campos tanto no Sul Global quanto no Norte Global serão convidados a participar. Da mesma forma, autores mais experientes serão convidados a discutir seus insights teóricos para benefício mútuo. O resultado do workshop será mais inovador na medida em que a dimensão política das espiritualidades contemporâneas será abordada a partir de três ângulos diferentes (ver 4), isso em confronto com as principais teorias da sociologia das religiões. Além das publicações inovadoras que este workshop irá produzir (ver 5.), o workshop fortemente promove e dá continuidade à orientação do Congresso ISSR de 2019 sobre a “Política da religião e espiritualidade”.

 

  1. NOVIDADE DO WORKSHOP: ESPIRITUALIDADES CONTEMPORÂNEAS E SOFT POWER

Nesta proposta de workshop, queremos abordar novos insights teóricos e empíricos que enfatizem as dimensões sociais e políticas das espiritualidades contemporâneas. Queremos especialmente vincular esta forma ao conceito de “soft power” (Nye 1995) e à ideia de uma era pós-secular (Habermas 2008), particularmente em uma escala global. Considerando que o estudo das “espiritualidades contemporâneas” tem que ser reavaliado à luz de suas reivindicações políticas ou subpolíticas, compromissos e promulgação, desejamos privilegiar estudiosos de cruzamentos geográficos e intergeracionais motivados por observações situadas diversamente em que a espiritualidade está se tornando uma categoria social emergente que importa (Chandler 2008; Huss 2014). A recente crise de covid-19 também pode reconfigurar a ligação entre espiritualidades e política (Foucault 1977). Além de contextos euro-americanos, estudos de caso profundamente informados da América e América do Sul (De la Torres e Zuñiga, 2011), África Ocidental (Louveau 2012) ou Sudeste Asiático (Veer 2013) em conjunto fornecem desafios empíricos e teóricos para o estudo científico das religiões, bem como para um de seu subcampo de crescente importância: espiritualidade (Streib & Hood 2011).

No entanto, esses diferentes casos também apresentam fortes semelhanças, principalmente devido a circulações de referências espirituais e imaginários sociais (Becci, Farahmand & Grandjean, no prelo). Quer os atores sociais pertençam a organizações religiosas estabelecidas ou não, o seu discurso enfatiza as “dimensões internas”, como a busca pela “autenticidade”, “naturalidade” e “autonomia”; o último pode ter sido modificado pelas experiências de confinamento físico e distanciamento social. Largamente vistos como formas narcisistas de religiosidade (Bellah & al. 1985), esses diferentes registros, excessivamente compartilhados, possuem reivindicações implícitas – ou mesmo explícitas – sobre mudanças públicas, políticas e sociais. Por exemplo, enquanto os atores sociais às vezes reivindicam a universalidade de suas preocupações, eles também valorizam sua práticas por seu poder de cura sobre o self, a natureza (a Terra), as relações sociais, a moralidade e a sociedade. Ao fazer isso, eles participam da transmissão ou formulação de pressupostos normativos para o público nas esferas local e global.

Afirmamos que as diferentes formas de espiritualidades contemporâneas, seja se elas explícita ou implicitamente tendem a se engajar em reivindicações de mudanças sociais, fazem parte de uma lógica de “soft power” como entendido por Nye (1995). Também, em diálogo com os esforços contemporâneos para reformular nossas perspectivas analíticas sobre a espiritualidade (Ver Bender & McRoberts 2012), pretendemos investigar os processos através dos quais os usos da categoria de “espiritualidade” assumiram seus valores atuais, como está alinhada com diferentes tipos de ação política, cultural e social, e como ela é articulada em ambientes públicos. Em alguma medida, assumir essa chave analítica é a própria condição para responder ao apelo de Peter van der Veer para “as políticas da espiritualidade” (2009, 2013), que considera a forma como esta categoria produz realidades, representa atores e mobiliza instituições.

 

  1. OS TRÊS EIXOS DA OFICINA 

Nesta proposta de oficina, estamos convencidos de que a espiritualidade está ganhando uma nova dimensão política em nossas sociedades globalizadas. A questão central em torno do workshop é: As espiritualidades contemporâneas sustentam um novo soft power? Este soft power supostamente vem do encontro entre ativismo secular e espiritual ao encontrar um terreno comum quando se trata de apelos sociais, morais e mudanças políticas. Nesse caso, discursos e práticas com estrutura espiritual podem ser usados ​​e combinados com outros registros seculares que se inscrevem nas chamadas agendas conservadoras ou progressistas. Em relação a esta situação de múltiplos encontros, o workshop será estruturado em torno de três eixos que abordam as seguintes subquestões:

 

1) As redes de espiritualidades contemporâneas e nexo de militância: este eixo irá interrogar o que está em jogo quando as redes de atores auto-descrevem situações, práticas e estilos de vida como “espirituais”. Quais são as várias demandas explícitas ou tácitas, tanto individuais quanto coletivas, por mudanças que podem ser cunhadas em várias formas de militância. Com este primeiro eixo, queremos melhor entender de quais amplos grupos de repertório de ação e discurso, bem como imaginários sociais e políticos, participam os movimentos de espiritualidade contemporânea. Ultimamente, essas dimensões obtiveram forte reconhecimento nos domínios públicos: por exemplo, em mobilizações pan-nativas em Standing Rock (Johnson & Kraft 2018), ecofeministas, ecopagãs e círculos de mulheres (Pike 2001, Longman 2018), ou em chamadas de “transição interna” no movimento de Transição mais amplo (Grandjean, Monnot e Becci 2018; Boudinot & LeVasseur 2016). Este eixo também explorará como o vírus do covid-19 fornece novos motivos para crenças e ação social, bem como interrogar amplamente as questões internas de relacionamento de poder em jogo dentro desses movimentos sociais (ver Wood 2009).

 

2) Reivindicações de espiritualidade e engajamento político nas tradições religiosas: Este eixo irá discutir como os crentes religiosos das tradições principais misturam princípios religiosos com práticas espirituais (Howell 2013; Meyer 2007; Rudnyckyj 2009; Woodhead 2011) e como sua ética subjacente se desdobra em um quadro pós-secular. Este eixo irá explorar como os princípios das principais religiões são reinterpretados através de lentes originadas de outras tradições (Ioga cristã) ou de várias ferramentas de autodesenvolvimento (PNL, psicologia popular), assim construindo antropologias específicas do sujeito em relação ao seu social, moral e social meio ambiente (Rose 1989; Prades 2014). Como essas antropologias estimulam ações e discursos sobre valores éticos e bioéticos (reprodução assistida; acesso a cuidados médicos em tempos de pandemia, por exemplo), entendimentos de justiça social, projetos políticos dentro de uma nova era pós-secular que eles contribuem para enquadrar? Além do papel primordial de convertidos e pessoas reafiliadas nessas dinâmicas, o eixo discutirá a semântica da cura e da transformação que regem muitos discursos e ações que se relacionam com espiritualidade e política.

 

3) A instrumentalização da espiritualidade pela política: este último eixo explora os usos políticos da noção de espiritualidade. Embora a prática sociológica de longa data associe espiritualidade às experiências interiores, caráter anti-institucional e relações não mediadas com o sagrado, novas abordagens sobre este tema estão mostrando como a espiritualidade também desempenhou um papel importante em debates políticos (Toniol 2018; Giumbelli e Toniol 2017), bem como na secularização do instituições públicas. Agências globais (como a OMS, UNICEF) e os debates sobre o patrimônio estão cada vez mais enfatizando as “dimensões espirituais” como um argumento persuasivo para definir algumas áreas como Patrimônio Mundial; este último também pode ser usado para gerenciar a crise institucional nacional e internacional desencadeada pela pandemia. Da mesma forma, representações holísticas da saúde levaram a visão da espiritualidade à biomedicina, substituindo assim a nova profissão espiritual pela tradicional capelania religiosa (Becci 2018; Mossière submetido).

 

  1. SAÍDAS 

Além de networking e colaborações intergeracionais e interregionais sobre o conhecimento e projetos provisórios, o workshop também visa fornecer ao público em geral uma publicação que carece fortemente de literatura atual: “As políticas públicas de espiritualidades contemporâneas”. Uma edição especial e temática irá ser proposta para a revista “Política e Religião”. Uma publicação reunindo os textos revisados ​​por pares dos participantes do workshop serão submetidos à Routledge. A longo prazo, este workshop visa formar uma rede de pesquisadores que, sob o rótulo de “pesquisa em espiritualidades e política” continuará se encontrando e colaborando com frequência. O workshop também solicitará um painel específico para próximo congresso SISR em 2023, trazendo as dimensões seminais que os autores elaboraram no publicação que seria publicada naquela época.

5. BIBLIOGRAFIA

Ammerman, Nancy T. 2013. “Spiritual But Not Religious? Beyond Binary Choices in the Study of Religion.” Journal for the Scientific Study of Religion 52 (2): 258-278.
Becci, Irene, 2018 ‘‘Religionsvielfalt und Spiritual Care im Spital. in Spitalseelsorge in einer vielfältigen Schweiz’’, in Interreligiöse, rechtliche und praktische Herausforderungen, edited by René Pahud de Mortanges, Hansjörg Schmid, Irene Becci. Zurich: Schulthess, pp. 3-28.
Becci, Irene, Manéli Farahmand and Alexandre Grandjean. Forthcoming. “The (b)earth of a gendered eco-spirituality: Glob- ally connected ethnographies between Mexico and the European Alps”, in Secular Societies, Spiritual Selves?: The Gendered Triangle of Religion, Secularity and Spirituality, edited by Anna Fedele & Kim Knibbe. New York / London : Routledge.
Bellah, Robert, Richard Madsen,William M. Sullivan, Ann Swidler, and Steven Tipton. 1985. Habits of the Heart: Implications for Religion. Berkeley: University of California Press.
Bender, Courtney & Omar McRoberts. 2012. Mapping a Field: Why and How to Study Spirituality. New York: Social Science Research Council, Working Group on Spirituality, Political Engagement, and Public Life.
Bloch, Jon P. 1998. «Alternative Spirituality and Environmental- ism.» Review of Religious Research 40 (1):55-73.
Boudinot, Garrett F., and Todd LeVasseur. 2016. “’Grow the Scorched Ground Green’: Values and Ethics in the Transition Movement.” Journal for the Study of Religion, Nature and Culture 10 (3): 379-404.
Chandler, Siobhan. 2008. “The social ethic of religiously unaffili- ated spirituality”. Religion Compass 2: 240–56.
Clot-Garrel, Anna, and Mar Griera. 2019. «Beyond Narcissism: Towards an Analysis of the Public, Political and Collective Forms of Contemporary Spirituality.» Religions 10 (579).
Csordas, Thomas (ed.). 2009. Transnational transcendence: essays on religion and globalization. Berkeley: University of California Press.
Csordas, Thomas. Body, meaning, healing. New York: Springer, 2002.
Fedele, Anna, and Kim E. Knibbe. 2013. Gender and Power in Contemporary Spirituality: Ethnographic Approaches. New York /London: Routledge.
Foucault, Michel. 1977. Discipline and punish : the birth of the prison. 1st American ed. New York: Pantheon Books.
Giumbelli, Emerson, and Rodrigo Toniol. 2017. “What is spirituality for? New relations between religion, health and public spaces.” in Secularisms in a Postsecular Age?: Religiosities and Subjectivities in Comparative Perspective. edited by Ruy Blanes, José
Mapril, Emerson Giumbelli, and Erik Wilson. London: Palgrave Macmillan: 147-167.
Grandjean, Alexandre, Christophe Monnot, and Irene Becci. 2018. «Spiritualités et religions : Des « facilitateurs » pour la transition énergétique ?» In Volteface : La transition énergétique un projet de société, edited by Nelly Niwa and Benoît Frund. Lausanne
/ Paris: Editions d’ en bas / Fondation Charles Léopold Mayer.
Habermas, Jürgen. 2008. «Secularism’s Crisis of Faith: Notes on Post-Secular Society.» New Perspectives Quaterly 25 (5): 18-29.
Howell, Julia, 2013, «’Calling’ and Training: Role Innovation and Religious De-differentiation in Commercialised Indonesian Islam». Journal of Contemporary Religion. 28, 3: 401-419.
Huss, Boaz. 2014. “Spirituality: The Emergence of a New Cultural Category and its Challenge to the Religious and the Secular.” Jour- nal of Contemporary Religion 29 (1): 47-60.
Ivakhiv, Adrian. 2012. “Religious (Re-)Turns in the Wake of Global Nature: Toward a Cosmopolitics.” in Nature, Science and Religion: Intersections Shaping Society and the Environment, edited by Catherine M. Tucker. Santa Fe: SAR. p.213-230.
Johnson, Greg, and Siv Ellen Kraft. 2018. “Standing Rock Reli- gion(s): Ceremonies, Social Media, and Music Videos.” Numen 65:499-530.
Koch, Anne, and Stefan Binder. 2013. “Holistic Medecine between Religion and Science: A Secularist Construction of Spiritual Healing in Medical Literature.” Journal of Religion in Europe 6: 1-34.
Longman, Chia. 2018. “Women’s Circles and the Rise of the New Feminine: Reclaiming Sisterhood, Spirituality, and Wellbeing.” Religions 9 (9):1-17.
Louveau. Frédérique. 2012. Un prophétisme japonais en Afrique de l’Ouest: Anthropologie religieuse de Sukyo Mahikari (Bénin, Côte d’Ivoire, Sénégal, France). Paris : Karthala.
Mahmood, Saba. 2005. Politics of Piety: The Islamic Revival and the Feminist Subject. Princeton: Princeton University Press.
Meyer, Brigit. 2007. “Pentecostalism and neo-liberal capitalism: Faith, prosperity and vision in African Pentecostal-Charismatic churches.” Journal for the Study of Religion, 5-28
Mossière, Géraldine. Submitted. « Spiritualité et santé : deux champs pour repenser les études sur le religieux au Québec ?», in Le religieux là où on ne l’attend pas, edited by David Koussens and Jean-Pierre Perreault. Montréal: Presses de l’Université de
Montréal.
Nye, Joseph S. 1995, Bound to Lead: The Changing Nature of American Power. New York : Basic Books.
Pike, Sarah M. 2001. Earthly Bodies, Magical Selves: Contemporary Pagans and the Search or Community. Berkeley: University of California Press.
Prades, Pierre. 2014. De la sainteté à la santé. Puritanisme, psycho- thérapies, développement personnel. Lormont : Le Bord de l’eau, coll. « La bibliothèque du MAUSS»
Rose, Nikolas. 1989. Governing the Soul: The Shaping of the Private Self. London: Routledges.
Rudnyckyj, Daromir. (2009). “Spiritual economies: Islam and Neoliberalism in Contemporary Indonesia.” Cultural Anthropology, 4(1): 104-141
Streib, Heinz, and Ralph W. Hood. 2011. “‘’Spirituality’’ as Pri- vatized Experience-Oriented Religion: Empirical and Conceptual Perspectives.” Implicit Religion 14 (4):433-453.
Toniol, Rodrigo. 2018. Do espírito na saúde. Oferta e uso de terapias alternativas/complementares nos serviços de saúde pública no Brasil. São Paulo: Liber Ars.
Torre, Renée de la, and Cristina Gutiérrez Zúñiga. 2011. ‘‘La neo- mexicanidad y los circuitos new age. ¿ Un Hibridismo sin fronteras o múltiples estrategias de sintesis espiritual?.’’ Archives de sciences sociales des religions 153: 183-206.
Veer, Peter van der. 2009. “Spirituality in modern society”. Social Research: An International Quarterly, 76(4): 1097-1120.
Veer, Peter van der. 2013. The modern spirit of Asia: the spiritual and the secular in China and India. Princeton and Oxford: Princeton University Press.
Wood, Matthew. 2009. “The Nonformative Elements of Religious Life: Questioning the “Sociology of Spirituality” Paradigm.” Social Compass 56 (2):237-248.
Woodhead, Linda. 2011, “Spirituality and Christianity: The unfolding of a tangling relationship” in Religion, Spirituality and

 

 

Roda de conversa: “Uma boa hora? Experiências de gestação, parto e puerpério”

Roda de conversa: “Uma boa hora? Experiências de gestação, parto e puerpério”

By admin in Eventos, Uncategorized on março 16, 2021

Na próxima quinta (18/03) às 14h, Giorgia Nascimento, doutoranda no PPGAS da Unicamp e integrante do NUES, participará da roda de conversa: “Uma boa hora? Experiências de gestação, parto e puerpério”, junto a Isabel Löfgren organizada pelo Pavão Cultural.
O evento vai acontecer via Zoom e para participar é preciso se inscrever seguinte formulário aqui linkado.

Giorgia Nascimento é graduada em Ciências Sociais pela UNICAMP e doutoranda em Antropologia Social na mesma Instituição. Desenvolve pesquisa na área de Antropologia da Saúde, com foco nas temáticas de gênero, parto, maternidades, saúde reprodutiva e da população negra. Apresentará, na roda, o tema de sua pesquisa de doutorado “Uma boa hora? Diferenças na produção de experiências de gestação, parto e puerpério.” apontando raça e classe como marcadores da diferença nos processos de gestação, parto e puerpério em experiências na RMC.
.
.
Isabel Löfgren é artista visual, professora e pesquisadora. Sua prática se situa na confluência entre arte, novas mídias e arquitetura. Seus interesses incluem diáspora, memória e espaços de fluxos informacionais narrativos.
A partir de escavações realizadas na área portuária do Rio de Janeiro, quando foram descobertos importantes marcos do período escravagista no Brasil, Isabel e Patricia Gouvêa iniciaram a pesquisa que levou à criação da exposição Mãe Preta, que já foi montada em diversas cidades brasileiras e foi tema de debates internacionais.
Nesta roda, Isabel apresentará a pesquisa que resultou na exposição Mãe Preta.

Primeira defesa do grupo: religião e espiritualidade em debates recentes dos saberes “psi”

Primeira defesa do grupo: religião e espiritualidade em debates recentes dos saberes “psi”

By admin in Eventos, Uncategorized on março 9, 2021

Na manhã da última quinta-feira de fevereiro, tivemos a oportunidade de reunirmos, ainda que virtualmente, para assistir a primeira defesa de uma pesquisa gestada e desenvolvida no NUES. Trata-se da dissertação de mestrado de Lucas Baccetto, que foi aprovado e agora segue para o doutorado em Antropologia Social na Unicamp. A banca da defesa contou com es professores Dra. Carly Barboza Machado (UFRRJ), Dr. Emerson Alessandro Giumbelli (UFRGS) e Dr. Rodrigo Ferreira Toniol (UNICAMP) como presidente.

Reproduzimos aqui título e resumo da dissertação:

Diagnosticando o sagrado: religião e espiritualidade em debates recentes dos saberes “psi”

Esta dissertação tem como objeto debates recentes realizados por psiquiatras e psicólogos em torno do tema da religião e da espiritualidade. O foco empírico é a criação, em 1994, de duas categorias diagnósticas no principal guia de diagnósticos psiquiátricos nos Estados Unidos, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM): “problema religioso ou espiritual” e “transtorno de transe dissociativo”. A análise desenvolvida se centra sobre os modos como os propositores desses dois diagnósticos articulam uma série de categorias psicológicas e antropológicas para conceitualizar as experiências religiosas e espirituais como fenômenos normais ou como psicopatologias, situando suas produções na psicologia transpessoal e nos estudos sobre dissociação psicológica. A partir da leitura de artigos científicos, obras acadêmicas e entrevistas gravadas, busca-se compreender como são produzidos novos e distintos entendimentos psicológicos sobre fenômenos como o transe religioso, a possessão espiritual e a experiência transcendental.

 

I Reunião Latino-americana de Estudos da Espiritualidade. I Reunión Latinoamericana de Estudios de Espiritualidad

I Reunião Latino-americana de Estudos da Espiritualidade. I Reunión Latinoamericana de Estudios de Espiritualidad

By admin in Eventos, Novidades, Uncategorized on março 1, 2021

A I Reunião Latino-americana de Estudos da Espiritualidade tem como objetivo criar um espaço de intercâmbio entre pesquisadores e pesquisadoras de diferentes países da América Latina, interessados e que trabalhem com o tema da espiritualidade. Com intuito de trocar contextos empíricos de pesquisa, abordagens teóricas e metodológicas, essa reunião será realizada de modo virtual e terá o formato de um seminário fechado. Não se trata de um evento acadêmico para apresentação de papers, mas sim uma reunião de trabalho para favorecer o diálogo e intercâmbio entre pesquisadores. Inicialmente indicamos três eixos de debate centrais, todos eles articulados com debates sobre espiritualidade: práticas “orientalizantes”, terapias alternativas/complementares e política.

O evento receberá inscrições de graduandos, pós-graduandos e pesquisadores seniores. Para inscrição, solicitamos o preenchimento do formulário: https://docs.google.com/forms/d/11PXYEb3hfXUJMGaOC1GKPfdgVib22vboOmb3nDB2aNY

Para mais informações pode entrar em contato no seguinte e-mail: [email protected]

*****

El I Encuentro Latinoamericano de Estudios de Espiritualidad tiene como objetivo crear un espacio de intercambio entre investigadores e investigadoras de diferentes países de América Latina interesados y que trabajen con el tema de la espiritualidad. Con la intención de intercambiar contextos de investigación empírica, enfoques teóricos y metodológicos, este encuentro se celebrará de forma virtual y tendrá el formato de un seminario cerrado. No se trata de un evento académico para la presentación de papers, sino de una reunión de trabajo para promover el diálogo y el intercambio entre investigadores. Inicialmente señalamos tres ejes de debate, todos ellos articulados con los debates sobre la espiritualidad: prácticas “orientalizantes”, terapias alternativas/complementarias y política.

El evento recibirá solicitudes de estudiantes de grado, postgrado e investigadores senior. Para inscribirse, llená el siguiente formulario: https://docs.google.com/forms/d/11PXYEb3hfXUJMGaOC1GKPfdgVib22vboOmb3nDB2aNY

Para más información, podés entrar en contacto con nosotros a través del siguiente correo electrónico: [email protected]

 

Políticas públicas de educação ambiental e emergência climática

Políticas públicas de educação ambiental e emergência climática

By admin in Eventos on dezembro 8, 2020

No último sábado (05 de dezembro), a integrante do NUES e professora do programa de pós-graduação em educação da Unifesp, Isabel Carvalho, participou como mediadora da conferência de encerramento da 3ª mostra ObservaCampos, organizada pela UERGS Hortênsias. O evento, que aconteceu virtualmente entre 06 de novembro e 05 de dezembro de 2020, teve como tema as “ImaginAções em Políticas e Ambiente para um Mundo Pós-Pandêmico” e congregou pesquisadores em conferências, GTs e lives para pensar as questões em torno da problemática socioambiental.

A conferência “Políticas Públicas de Educação Ambiental e Emergência Climática” contou com a fala de Pablo Meira, professor de Educação Ambiental na Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha, com quem a professora Isabel colaborou anteriormente. A conversa pode ser conferida abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=ZVA-56vlovs